03/07/2015

Os presidentes das.quatro operadoras nacionais de telefonia reuniram-se ontem em Brasília com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godói, para discutir o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel).

Os executivos mostraram ao governo que o aumento de 189% da taxa do Fistel, proposto por estudo da equipe econômica, causará forte impacto nos resultados das teles e nas contas dos consumidores.

"Os dois [Mercadante e Godói] entenderam as questões e o resultado foi bom porque nossa apresentação esclareceu sobre questões econômicas e sociais que envolvem a taxa", disse Eduardo Levy, presidente do SindiTelebrasil, entidade que representa as empresas. A informação foi antecipada no Valor PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor.

"Sabemos que há uma necessidade enorme de recursos financeiros, mas também da sensibilidade dos governantes", disse Levy. O próximo passo será buscar alternativas para preservar o valor atual do Fistel e elevar a arrecadação do governo. Depois, elaborar proposta para levar aos interlocutores.

Um dos principais argumentos das teles é que o aumento do Fistel vai encarecer em 49% a habilitação do celular para o consumidor, no primeiro ano, e em 25% a conta para os anos seguintes.

Participaram da reunião, Amos Genish, da Vivo; Rodrigo Abreu, TIM; José Formoso, Embratel/Claro; e José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, do conselho de administração da Oi.

Fonte: Ivone Santana - Valor Econômico