15/06/2015

Smartphones da HTC, Apple e Motorola(VEJA.com/ VEJA) Só os smartphones se salvaram da queda de vendas de produtos de maior valor, como geladeiras, lavadoras, televisores, carros e até imóveis, provocada pela crise econômica que assola o país neste ano. Entre janeiro e março, a receita do varejo obtida com smartphones cresceu 34% em relação ao 1º trimestre de 2014, enquanto a média do setor de eletroeletrônicos em geral faturou 8% menos. Os dados constam de levantamento elaborado pela empresa de pesquisa GFK. No período, quase 2 bilhões de reais deixaram de entrar no caixa das lojas de eletroeletrônicos.

"A única coisa que está vendendo hoje é smartphone porque ele é o canivete suíço da era digital", afirma o diretor da GFK para telecomunicações, Oliver Roemerscheidt. Com o bolso mais apertado, o consumidor está dando prioridade para a compra do produto porque ele agrega várias funções em um único aparelho e funciona como um computador de bolso.

Além do smartphone ser "objeto de desejo", Arruda atribui a alta de vendas a vários fatores. Um deles é que a telefonia no país está migrando para a nova tecnologia 4G e muitas operadoras estão com ofertas atraentes para o produto. Também a base instalada de celulares no Brasil é de aparelhos tradicionais que gradualmente estão sendo substituídos. De acordo com a GFK, de cada dez celulares vendidos, nove são smartphones.

Um dado que surpreende é que, apesar da crise, o smartphone mais procurado não é o mais barato. Na Motorola, por exemplo, o campeão de vendas é o Moto G, que custa na faixa de 699 reais, e não o Moto E, que sai por 569 reais.

Como quase a metade do custo de produção de um smartphone está atrelada ao dólar por causa dos componentes importados, a alta do câmbio teve impacto nos preços e isso poderia inibir as vendas. Mas não foi o que se viu por enquanto.

Desaquecimento - Para Ubirajara Pasquotto, diretor da rede varejista Cybelar, com 140 lojas de eletroeletrônicos no interior de São Paulo, o smartphone tem sido a sustentação das vendas. "Mas essa curva hoje é menos acelerada do que já foi".

Dados preliminares da GFK, que incluem o mês de abril, mostram que a taxa de crescimento de vendas do smartphone perdeu fôlego, apesar de continuar na casa de dois dígitos. Entre janeiro e abril, o avanço foi de 29,5%, ante 34% no 1º trimestre. O produto ajudou também a melhorar o desempenho da categoria celular no período, que cresceu 22,6% em relação a 2014, já que as vendas dos modelos tradicionais caíram 60%.

Fonte: Veja.com