18/02/2015

Após ressaltar o crescimento da receita com serviços de dados e de valor agregado em seu resultado de 2014 - que compensou parcialmente as perdas com receitas de taxas de interconexão e de serviços como as mensagens de texto (SMS) -, a TIM destacou que está investindo em diversas frentes de preparação para acompanhar o esperado salto de demanda pelo consumo de dados nos próximos anos, especialmente com o crescimento do 4G.

Uma das iniciativas em curso é a alocação de parte da faixa de 1,8 GHz, destinada ao 2G, para liberar espectro adicional às ofertas em 4G, acompanhando a tendência de migração gradual dos consumidores para essas conexões. "Já estamos fazendo testes em algumas cidades-piloto e colhendo bons resultados, especialmente no que diz respeito à cobertura indoor, que é um desafio no 4G", disse Rodrigo Abreu, durante teleconferência. "Não esperamos ter dificuldades para suportar o aumento da demanda, pois hoje temos um bom leque de frequências", observou.

Ele também comentou sobre a possibilidade de antecipar o uso de parte das frequências de 700 MHz inicialmente previsto para 2016. "Nas primeiras reuniões com o Gired (grupo que irá coordenar a limpeza e liberação das faixas do 700 MHz) vimos que essa é sim uma possibilidade em algumas localidades, especialmente em cidades pequenas e médias, dada a disponibilidade de frequências limpas", afirmou. "Mas isso vai depender de uma série de negociações e colaborações das teles e dos radiodifusores".

Outro ponto ressaltado no apoio à migração para os dados móveis foi o investimento da TIM em ações complementares, como a implantação de smallcells antenas de pequeno porte que aprimoram o tráfego de dados em ambientes indoor. O executivo destacou a recente ampliação da desoneração do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) para small cells com potência de até 5 Watts. "A combinação de todos esses elementos vai nos permitir ser mais eficiente na preparação para a adoção massiva do 4G", completou.

Fonte: Moacir Drska - Brasil Econômico