15/09/2014

O tráfego de dados a partir de dispositivos móveis dentro das arenas esportivas durante as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro tende a registrar um crescimento exponencial em comparação com o que foi verificado nos estádios da Copa do Mundo deste ano. Isso faz com que o SindiTelebrasil, entidade que representa as operadoras celulares, tenha uma certeza: a rede celular não será suficiente para dar conta da demanda, sendo imprescindível o apoio de uma rede Wi-Fi dentro das arenas esportivas.

"A questão não é mais voz e, sim, a transmissão de fotografia e vídeo. O desafio em 2016 será muito maior. A frequência administrada pelas teles será insuficiente para fazer frente ao volume de dados em local específico, em período tão curto e com tanta gente querendo transmitir vídeos e fotos ao mesmo tempo. Será impossível se não tiver o apoio do Wi-Fi", comentou o presidente executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, durante painel sobre TI e esportes no evento Rio Info 2014, nesta segunda-feira, 15, no Rio de Janeiro. Na Copa do Mundo, nem todos os estádios contaram com redes Wi-Fi das teles, por dificuldade de se chegar a um acordo comercial com os gestores das arenas. Durante os 64 jogos da Copa, os espectadores trafegaram 26,7 TB de seus dispositivos móveis – somente na final foi 1,45 TB.

Prazo

Outro problema verificado na Copa foi que as operadoras tiveram pouco tempo para instalar seus equipamentos dentro dos estádios. O ideal é contar com 150 dias para esse tipo de instalação. Somente o estádio Arena das Dunas, em Natal, atendeu ao prazo solicitado pelas teles. No estádio de São Paulo, as operadoras tiveram apenas 62 dias para suas obras. Resultado: o primeiro teste aconteceu justamente no jogo de abertura da Copa, e foi priorizada a cobertura nas arquibancadas, em detrimento das áreas VIP e do estacionamento. "Esperamos que isso não aconteça nas Olimpíadas. O risco é enorme de se fazer uma implementação complexa como essa em tão pouco tempo", disse Levy.

O diretor de tecnologia do comitê organizador dos jogos olímpicos, Elly Resende, espera ter as arenas permanentes prontas em meados de 2015, quando acontecerão eventos-teste pré-Olimpíadas. Assim, haveria tempo suficiente para as teles instalarem suas redes. As arenas temporárias, por sua vez, serão construídas levando em conta essa necessidade de prazo das operadoras, garante.

Fonte: Teletime